Qual foi meu sentimento por André (orkut)
Acharam longa a história de Gabriel N.? Paciência, a do André é dez vezes mais longa!
COMO TUDO COMEÇOU
Sim, lá estava eu, um simples calouro de primeira-série do primário, em uma manhã qualquer, fazendo uma vistia à escola Alegria do Saber, quando eu chego na sala da turma da primeira série matutino, e a supervisora Patrícia diz “olha aqui aluno novo!”… O primeiro rostinho – por sinal o rostinho mais lindo – que eu vi, foi de um garoto que estava sentado no meio da sala, que virou para atrás, ansioso pela novidade! Mas não foi aí que mantive meu primeiro forte contato com o garoto não.
Foi na segunda série, quando estreei no turno matutino, que conheci esse rapaz de ouro. E criei uma afinidade, não pelo rapaz, mas pela sua aparência, sabe, aquele pecado? Mas enfim, só o fato de ele ser um idiotinha já me fazia estar apaixonado por ele, eu tenho um íma, uma quedinha por esse tipo de macho-alfa. Tá, muito contrariado e enjuriado, minha mãe me passou para o turno vespertino por conta do meu baixo rendimento pela manhã. Mas no outro ano, na terceira série, eu cursei toda a série de manhã, junto dele. Mas ainda não conversava o essencial com o garoto… Os anos foram se passando e…
CHEGAMOS NA SÉTIMA SÉRIE
Deus, era a minha oportunidade! Metade dos amigos do André tinham saído da escola, só tinham sobrado o Djone e as meninas. Então, eu e André sentamo-nos lá atrás, na fila que era enconstada na janela, e toda aula batíamos um papo superlegal, ele ainda era sociável, não tinha se apegado à turma do barulho. Então ocorreu o incidente de eu ter que passar para o vespertino nooovamente, por uma que eu aprontei na aula da professora Eliane, de Ciências (eu não era fácil, rs).
Na oitava série, eu disse: quer saber, “fuck the love!”… E foi o ano em que eu estreei no vespertino, na medíocre turma de 18 alunos. Só via o André em eventos da escola, e quando eu ia fazer trabalho de manhã. Foi assim durante o ano todo, até chegar
A VIAGEM DE FORMATURA
Sim, estávamos ansiosos! Seria a viagem que de despedida do ginásio! Para São Paulo, com a escola! E, tinha algo que me chamava atenção no André. Ele estava com o olho machucado, infeccionado, algo assim! Então por um momento parecia que ele estava com o olhar concentrado em mim! Poderia ser ilusão minha, já que eu era tão obcecado pelo garoto. Só sei que a viagem se passou assim, eu pensando que ele estava olhando pra mim por interesse, quando era apenas uma mera curiosidade de saber melhor algo sobre mim que até hoje nem eu descobri o que é.
O ENSINO MÉDIO
Esqueci de citar uma coisa. Ele era um dos úncios que me chamavam de Filipe, e eu um dos únicos que o chamavam de André. Eu achei isso super legal, porque todos nos chamávamos, ou de ‘Carvalho’, ou de ‘D.’… Bem, no primeiro ano do ensino médio, não rolou nada de especial, nós estávamos em turmas separadas. Mas no ano seguinte (2006), nós fomos colocados na mesma turma, e ninguém sabia que eu vibrava extremamente por dentro, por estar na mesma turma que ELE! Deus, era o paraíso, tudo virava pretexto pra dizer André pra lá, André pra cá! Eu adorava chamar o nome dele, eu não o tirava da cabeça, mais do que nunca. E vocês achando que era Ruanne que eu estava atrás…. Mas ela também significou muito pra mim… Falo mais da Ruanne em um post específico pra ela. Mas foi no segundo ano que eu acabei com a vida do André, que eu juntei as meninas pra importunarem a vida dele. Passamos vários momentos legais juntos, mas (agora estou caindo em lágrimas) chegou um momento em que tudo cessou. Ele resolveu levar a sério a vida na escola mais do que nunca, se dedicando aos estudos, depois de ter ficado de recuperação. Era o fim. Tinha perdido as esperanças porque ele não tinha mais tempo pra mim, pra ninguém. Confesso que tenho parte da culpa do motivo que levou ele a afundar na escola, eu confesso ser uma má-influência.
O VAZIO DO TERCEIRO ANO
Ele estava disposto a fazer sua faculdade de Direito na federal, e eu disposto a fazer o máximo pra ele voltar a olhar pra mim, a me dar aquela atenção de conversar olhando nos olhos que antes ele me acostumou. Todo esse circo, por nada… Ele começou então a fazer pré-vestibular no COC, e tudo se tornou 50% mais difícil pra mim. Eu não podia chegar pra ele e dizer “eu tô muito a fim de você”, isso atrapalharia nosso relacionamento normal. E foi no terceiro ano que um incidente chato aconteceu comigo… Que fez eu cortar contato com metade de meus amigos, fiquei muito solitário e foi muito difícil lidar com isso. Depois, fiquei sabendo que André tinha ficado com uma das minhas melhores amigas: Raquel. Então desisti de vez dessa ilusão, finalmente. Fatos não esclarecidos aqui, terão posts específicos, esse aqui é só do André.
O FIM
Converso normalmente com ele no MSN, mas apenas quando ele me dirige a palavra, enfim, foram cerca de DEZ ANOS de pura ILUSÃO.
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